Acabei de assistir um documentário da Discovery chamado “A Verdadeira História de Chernobyl” e agora estou escutando o álbum da banda pernambucana Mula Manca & A Fabulosa Figura, chamado Amor e Pastel datado de 1997. Este álbum trata de um típico drama entre casais que se separam.
O que floresce quando um casal está prestes a se separar?
Num instante, dor, saudade, morte.
O casal chora, jura, penitencia... Noutro instante, o casal ri da vida, como de um belo e épico espetáculo dramalhão.
Basta se distanciar um pouquinho e dá uma vontade de rir.
Amor e Pastel é só mais uma novelinha comum, dessas que a gente prevê ospróximos capítulos e torce por um final feliz.
- Êta vida besta, meu Deus.
A partir disso comecei a delirar.
As relações humanas são hilárias...
Os humanos só se relacionam com um objetivo: sexo.
Só se estuda e trabalha para ter sexo, só vai ao cinema para ter sexo, só lê um livro ou vai a um show para ter sexo, só se compra roupa nova ou vai ao salão em busca de sexo, enfim. O mundo acaba girando em torno do sexo. O que não é essencialmente ruim, nem exatamente bom.
Mas qual seria o problema? É uma questão de valores. E outra, o sexo além de um ato prazeroso tornou-se símbolo de status social. A diferença entre se comer uma ou outra pessoa é determinante. A freqüência, muito mais. Que diga aqueles que nunca trocaram fluidos.
Comer uma miss é o sonho de muita gente, enquanto a feinhas ficam à margem.
As feinhas são feinhas por que são feinhas, oras. Mas geralmente são mais agradáveis. Pois feiúra e sabedoria, quando juntas, são fortes candidatas a algo superior. Além disso, partindo do outro ponto de vista, as gostosas na adolescência, quando crescem engordam – fato. As feinhas magrelas ficam com a peteca na mão, elas estudam, ficam brotos legais e tem bons empregos, enquanto a antiga gostosinha ta dobrando calças de uma penca de filhos.
Outro dia estava num bar, quando um amigo angustiado com essas relações humanas soltou essa: “Mulher gosta de duas coisas: compreensão e pênis, só que mais de pênis”. Hilário isso. Ri que chorei. Mas com um pouco do sobriedade nota-se o quão trágico é, é sabido que não me importo.
O bar nos ensina muito. Só se vai ao bar em busca de sexo. Se vai beber com os amigos, está de olho no broto que passa, e flerta, e queixa, tenta, tenta... aquele papo de “meu amor”, “estou com saudades”, “te amo”, blá blá blá, me dá nojo. O maluco só quer sexo.
Talvez eu diga isso por que nunca consegui gostar mesmo de alguém. Aliás, já gostei uma vez há um tempo. E não era assim. Eu a via como algo elevado, típico daqueles poetas donzelos da segunda fase do romantismo. Não sei dizer se era bom ou ruim, sei que eu sonhava muito. Só era um sonho porque quando eu sonhava, sonhava com ela (depois disse pude perceber que ainda há um pouco de romantismo em mim). Mas quer saber se eu peguei? NÃO! Hoje ela está casada com um dos meus melhores amigos. Quer saber se eu ligo? Já liguei, hoje eu sou tão arrogante que não me importo. Eu acho que vou morrer só. Isso sim é trágico (ou não). Mas até lá eu fico aqui delirando com essa coisa legal, onde não escrevo pra humanos.
Não fiz esse texto pra você que está lendo. Mal sei o motivo. É pela causa. Não estou triste, nem feliz, não sou inteligente, nem sei ao menos manter uma lógica dissertativa. Pois bem, mesmo assim fico feliz com o resultado.
Jorgin, O Maneiro.
Abraço fake.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário