Agora são 2:34 da manhã, acabei de assistir Candy, um filme australiano do diretor Neil Armfielde e estou ouvindo Los Sebosos Postizos, membros da Nação Zumbi e Mundo Livre S/A reunidos tocando versões de músicas de Jorge Ben dos anos 60 e 70, título da música: Comanche.
Assim... tipo... não sei porque tô fazendo isso, só sei que tô fazendo. Aliás eu sei.
Primeiro porque tenho sérios problemas com insônia, segundo porque queria dividir minhas frustrações e delírios com alguma coisa ou alguém, sabe-se lá...
Não sou bom com as letras, nem palavras. Não tenho idéias interessantes, e mesmo se tivesse não faria questão de dividi-las com algum humano, pelo menos é o que acho.
O conveniente seria primeiro eu me apresentar. Façamos como manda a regra, não por mim, mas pela causa.
Batizado como Jorge (o pessoal me chama de Jorgin, O Maneiro), nascido no interior de Pernambuco e sobrevivente na capital de Sergipe. Curso engenharia, não sou inteligente ou intelectual – como queiram – e tenho poucos valiosos tesouros.
O principal, sem sombra de dúvida é minha família (ou quase toda), apesar de não acreditarem devido minha grosseria e arrogância. Outro são os amigos – vou fazer uma pausa e esclarecer uma coisinha: parece ser tudo muito conveniente, comum e convencional, não me importo. Estes, raros e fiéis, estão sempre comigo, onde eu esteja, menos agora. Um tesouro recém-descoberto é a “liberdade” – suspiro –, ainda que parcial, por isso as aspas.
Talvez devesse seguir a ordem e explicá-los a um a um, mas não vou fazer isso. Quem sabe, fica para a próxima.
Do título.
Memórias e Improvisos de um Acadêmico Frustrado. Você pode achá-lo coisa de pseudo-intelectual, interessante ou ser indiferente, não me importo, eu gosto. Pois bem, já foi dito que não sou bom com palavras ou idéias, então vamos aos fatos. Esse título saiu de duas influências, uma foi um documentário que assisti numa certa madrugada, “Memórias e Improvisos de Um Datilógrafo”. Parece ser meio trash, mas não é. A questão do Acadêmico Frustrado surgiu de um amigo, o trovador Matheus, que sempre se referia a isso.
Notar e provar minha frustração é simples. Qualquer coisa que tenha um sistema nervoso perceberia. Mas a intenção não é exatamente essa. A intenção é mostrar como alguém realmente frustrado – não só com a vida acadêmica, se é que se pode chamar de vida, mas também com todo o resto – pode ter uma certa dose de alegrias gratuitas.
Estou absolutamente sóbrio enquanto digito isso sentado no chão esperando, com esperança, algum sinal de vida exterior. E por isso sou capaz de afirmar: “estou certo de que publicarei isso quando estiver em um estado de consciência elevado”.
Poderia prolongar essa prosopopéia, mas vou parar por aqui. Depois vem mais.
Abraços,
Jorgin, O Maneiro.
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Cabuloso o texto, men!!
ResponderExcluirabraço
Isso é o que dá não dormir e não ter o que fazer.
ResponderExcluir:)
Saúde.