terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Olinda, Eterna

Já ouvi dizer que o lar do passarinho é o ar e não o ninho. Estou partindo para Olinda. Gostaria de ter coragem e jamais voltar. Quem sabe acertaria meus ponteiros lá? Não, melhor não. A fuga é a melhor alternativa para um covarde ou para quem não tem mais chances de lutar. Se bem que seria preciso muita coragem para fugir. Assim que eu chegar lá penso nestas alternativas o que apenas aumentaria meus complexos. Talvez eu nem tenha tanta vontade assim, já que tudo resulta em discursos. Se tivesse bastante vontade isso resultaria numa ação.

O maior motivo que me faz ir até lá é um poema de Lourenço Barbosa (ou Capiba):

Olinda, Eterna

Quisera ver
Teu passado, Olinda,
Quando era ainda cheia de ilusão,
Para contemplar a tua paisagem
Para olhar teus mares,
Ver teus coqueirais,
Pular na rua com a meninada,
Brincar de roda e de cirandinha
Depois subir a ladeira do mosteiro,
Rezar a Ave Maria E nada mais,
Rezar a Ave Maria E nada mais
Olinda! Eterna!
Olinda! Eterna!


Por enquanto é apenas isso,
Jorgin, O Maneiro

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